Vem livro novo por aí!

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Como alguns já deduziram a partir das pistas que fui deixando pelas redes sociais, tem livro novo chegando por aí. Quer dizer, ainda vai demorar um pouquinho até ele ficar completamente pronto. Mas, assim como fiz com O DONO DA LUA, pretendo manter todo mundo informado sobre as novidades.

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A primeira peça que divulguei foi um teaser usando o nome da personagem principal, e também do livro. “Alguém viu Anete por aí?” suscitou as mais diversas respostas, mas algumas pessoas já ficaram com a pulga atrás da orelha e desconfiaram que Anete poderia, na verdade, pertencer ao reino da ficção.

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A segunda peça, para minha felicidade, já trouxe um pequenino rosto tentando escapar por uma abertura: “Eu acho que vi Anete…”. Digo “para minha felicidade” porque um dos momentos mais emocionantes pra mim é ver como os personagens que criei em texto estão sendo criados em ilustração. E há alguns dias eu tive a alegria de receber uma primeira ilustração do livro, na qual aparece Anete, fofa demais, dá até vontade de apertar as bochechas. Fiquei apaixonada na hora!

E a mão (coração, talento e doçura) por trás do traço de Anete é a não menos fofa Bruna Assis Brasil. Acompanho o trabalho de Bruna há algum tempo, inclusive já falei sobre ele aqui no blog, nesse post e nesse post. Meu primeiro contato com o traço lúdico e surpreendente de Bruna foi no livro do querido Henrique Rodrigues, Sofia e o dente de leite. Foi uma deliciosa surpresa, pois até então não havia visto nada dela. O segundo contato foi no livro Branca de Neve e as sete versões, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta. Apesar de já ter me interessado pela sinopse, quando vi que as ilustrações eram da Bruna, não tive dúvidas: comprei na hora.

Acho que já mencionei aqui no blog que sou apaixonada por ilustração. E, infelizmente, não tenho o menor talento para tal. Mas me encanto com o trabalho maravilhoso de tantos ilustradores e, pensando bem, esse é um dos presentes de se escrever para criança. Ter a parceria de pessoas tão encantadoras para criar histórias. Por isso minha imensa felicidade quando soube que ela iria ilustrar meu novo livro, e já fiquei ansiosa para saber como seria a “nossa” Anete. Pois nesse momento, Bruna está debruçada sobre sua mesa de trabalho compondo a sonhadora Anete, como vocês podem ver nessas fotos que ela tão gentilmente cedeu para que eu compartilhasse aqui. Dá até para ver um pequeno esboço da personagem ali no cantinho.

Bruna Assis Brasil trabalhando em Anete

Bruna Assis Brasil trabalhando em Anete

Enquanto Bruna vai ilustrando o livro eu vou, aos poucos, contando algumas coisinhas sobre Anete pra vocês. E aproveitem também para visitar o site dela e conhecer outros lindos trabalhos de ilustração.

Ah, quase ia me esquecendo de contar o nome do livro: Anete, nariz de chiclete. Por que nariz de chiclete? Ah, isso já é história pra outro post!😉

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[Resenha] Aventuras de Rapaz

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Ao longo da vida somos desafiados a enfrentar alguns obstáculos que, mais do que impedir, cumprem a função de nos fortalecer rumo à almejada maturidade da vida adulta. A transição da infância da adolescência costuma trazer surpresas e desencantos que, por vezes, nos acompanham para o resto da vida. Não menos sofrido é o abandono, muitas vezes conturbado, da adolescência.

Assim começa a resenha que fiz do livro Aventuras de Rapaz, de Elias Fajardo, que saiu publicada ontem no suplemento Prosa&Verso do Jornal O Globo. O livro é um romance de formação, continuação do romance anterior de Fajardo Ser tão menino, que também resenhei para o Globo.

Quem quiser ler a resenha completa é só clicar na imagem abaixo.

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Visita ao Colégio MOPI

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Um pouco antes de começar a falar no MOPI-Tijuca

Um pouco antes de começar a falar no MOPI-Tijuca

O DONO DA LUA continua a ser convidado para visitar colégios no Rio de Janeiro. Na última semana estive no MOPI – unidades Tijuca e Barra – participando da Feira de Livros que acontece todo ano. O evento é produzido pela Entretexto Kids e a Christiane faz um belíssimo trabalho levando escritores para conversar com os alunos. Já estive com ela em eventos de outros colégios e é sempre um prazer participar de um projeto tão bem feito.

Dessa vez, conversei com alunos dos terceiro e quarto anos, exatamente a faixa etária para a qual o livro é indicado. Foram mais de sete turmas ao todo, nem sei ao certo, dada a quantidade de olhinhos atentos que se reuniram para ouvir a aventura de Nick em busca do dono da Lua.

Enquanto a história não começa...

Enquanto a história não começa…

Seu Selênio encantando as crianças

Seu Selênio encantando as crianças

Como sempre, as crianças surpreendem com seus comentários, perguntas e percepções inesperadas. Quem acha que todo colégio é igual (ou mesmo toda turma) está muito enganado. Cada experiência é única e inesquecível.

Alunos acompanhando a história

Alunos acompanhando a história

As belas ilustrações da Martha fazem o maior sucesso

As belas ilustrações da Martha fazem o maior sucesso

Nick não poderia faltar...

Nick não poderia faltar…

Durante os três dias de visita às duas unidades, algumas coisas me chamaram a atenção no colégio, que até então não conhecia. Uma delas foi um recipiente com maçãs que fica na área comum, à disposição de quem quiser pegar, à hora que quiser: aluno, professor, funcionário, visitante. Achei muito interessante a ideia, pois é um estímulo bem à vista para que as crianças consumam frutas.

As maçãs localizadas próximo ao refeitório, na unidade Tijuca

As maçãs localizadas próximo ao refeitório, na unidade Tijuca

Outra coisa foi o sistema de lixo reciclado. Assim como em muitos outros lugares, os latões têm cores diferentes para cada tipo de lixo, só que lá também tem um formato lúdico que se integra com todo o ambiente escolar. São os pequenos detalhes que acabam fazendo a diferença e criando um ambiente acolhedor e propício à troca de experiências.

Latões de lixo criativamente decorados

Latões de lixo criativamente decorados na unidade Barra

E, como se não bastassem os bons momentos que vivi junto às crianças, minha visita ao colégio serviu para rever três pessoas queridas. Na Barra, reencontrei duas amigas do tempo de faculdade, Beatriz (que coordena o setor de eventos de lá) e Golda, cujos filhos estudam naquela unidade. E na Tijuca, revi uma ex-aluna minha da faculdade, Érica, que é professora lá. Saldo final: mais uma grande experiência vivida com O DONO DA LUA.

Escultura ecológica feita de garrafas pet na recepção do MOPI - Barra

Escultura ecológica feita de garrafas pet na recepção do MOPI – Barra

Dia Nacional do Livro Infantil + tarde de autógrafos do O DONO DA LUA + Instagram

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A Branca de Neve e as sete versões, de José Roberto Torero e Marcus Aurelios Pimenta

A Branca de Neve e as sete versões, de José Roberto Torero e Marcus Aurelios Pimenta

Comemora-se hoje o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida porque nesse dia nasceu um dos maiores escritores brasileiros, cuja obra foi de extrema importância para a consolidação da literatura infantojuvenil brasileira: Monteiro Lobato. Se vivo, esse ano Lobato comemoraria 131 anos.

Para celebrar a data, participarei de um evento no próximo sábado, dia 20, onde haverá contação da história do O DONO DA LUA, atividades para as crianças, sorteio do livro e sessão de autógrafos, com venda de livros no local. Com duração das 14 às 16h30, o evento acontecerá na Brinquedoteca da UniCarioca (Av. Paulo de Frontin, 568, Rio Comprido). Crianças e adultos serão muito bem-vindos!

A organização do evento está sendo feita por alunos da Agência de Comunicação da UniCarioca, que produziram o vídeo abaixo chamando para o evento:

A foto que abre esse post faz parte de uma série que iniciei essa semana no Instagram, chamada Instantâneos Literários (#instantaneosliterarios). São fotos cujo foco principal é o livro, sendo que o objeto é inserido nas mais diversas circunstâncias relacionadas ao título da obra. O conceito é de que ler é muito divertido (#readingisfun) e que o livro pode participar de vários momentos da nossa vida. Até os mais improváveis. Abaixo, outras fotos já publicadas no meu perfil instagram.com/ronizealine. Quem quiser acompanhar a série por lá será muito bem-vindo!

O Inventor das Mulheres, de Rafa Lima

O Inventor das Mulheres, de Rafa Lima

A Misteriosa Morte de Miguela de Alcazar, de Lourenço Cazarré

A Misteriosa Morte de Miguela de Alcazar, de Lourenço Cazarré

Minissaia, Batom e Futebol, de Letícia Sardenberg

Minissaia, Batom e Futebol, de Letícia Sardenberg

Comemoração de Páscoa

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Páscoa sempre foi uma das datas mais festejadas desde a minha infância. Descendente de alemães, minha família manteve muitas tradições pascais ao longo dos anos, e uma das que eu mais curtia era decorar as casquinhas de ovos para enchê-las com amendoim açucarado.

Ovo mesclado feito com a técnica da tinta esmalte na vasilha com água

Ovo mesclado feito com a técnica da tinta esmalte na vasilha com água

Casquinhas pintadas e decoradas com o coelhinho do kit de Páscoa

Casquinhas pintadas e decoradas com o coelhinho do kit de Páscoa

Mesmo depois que saí de Santa Catarina para o Rio fiz questão de manter algumas dessas tradições, e a da pintura de casquinhas era uma delas. Depois que o Nicholas nasceu, então, as comemorações se intensificaram. E esse ano, às vésperas de completar cinco anos, ele participou ativamente dos preparativos. E curtiu muito. A cada dia pedia para pintar mais ovos e ajudar com as outras coisas. Mostrei aqui o passo a passo de como pintar as casquinhas e a alegria do Nick em decorá-las.

Nicholas e os ovos recém-pintados

Nicholas e os ovos recém-pintados

Além das cascas de ovos, também pintamos ovos de isopor ocos que foram recheados com chocolates para que ele levasse para os amigos da escola. Ele escolheu as cores para cada amigo, pintou, ajudou a encher os ovos e foi todo feliz carregando a sacola de ovos pela rua.

Para identificar os ovos dos amigos, depois de envolvê-los em papel celofane, prendi etiquetas que fazem parte do kit de Páscoa da Katia Bonfadini, que utilizei em várias outras peças da decoração desse ano. As padronagens do kit trazem os tons pastéis tradicionalmente usados nessa comemoração e um coelho que protagoniza variadas peças do conjunto.

Ovos de isopor para os amigos do Nick

Ovos de isopor para os amigos do Nick

A próxima peça a ser preparada depois dos ovos foi a árvore de Páscoa. Apesar de também fazer parte da tradição alemã, onde é chamada de Osterbaum, esse não era um costume comum em nossas comemorações. Pois esse ano resolvi preparar uma, mas a primeira dificuldade foi encontrar os galhos secos.Depois de procurar até em floriculturas, eis que uma chuva com fortes ventos deixa como saldo uma montanha de galhos junto à árvore do outro lado da rua. Nicholas se divertiu catando galhos e trazendo-os para casa, muitos ainda com folhas, que foram selecionados e pintados a quatro mãos na cor branca.

Muitos costumam enfeitar a árvore com as próprias casquinhas pintadas, mas como eu iria usá-las para encher de amendoim, resolvi criar outros enfeites: os “pomander eggs”, feitos com ovos de isopor, fitas e flores recortadas de papéis impressos com padronagens do kit (ensinei a fazer os pomander eggs nesse post). As flores que sobraram colei diretamente nos galhos, reproduzindo uma árvore florida.

Detalhe da Árvore de Páscoa

Detalhe da Árvore de Páscoa

Juntei alguns outros elementos para compor uma árvore que representasse o florescer da vida. Borboletas pousadas nos galhos e um ninho, com ovinhos de chocolate e um pássaro, feito em origami também com uma padronagem do kit. E, para que que a decoração sobressaíse, além de a árvore ser branca também usei como recipiente um baldinho de metal branco e pedrinhas brancas de áquario sobre as pedras maiores que estavam no fundo dando sustentação.

Árvore de Páscoa

Árvore de Páscoa

A árvore ocupou o centro da mesa e o resultado é que foi a peça que fez mais sucesso entre os convidados. Ao lado dela coloquei um porta-retratos branco com uma peça do kit que traz o coelho e um balão de diálogo, onde dava as boas-vindas e desejava uma Feliz Páscoa aos convidados. Gosto de sempre usar esse porta-retrato nas festas com o tema escolhido. Fora do porta-retrato, colei alguns ovos recortados do kit para criar um efeito na moldura.

Quadro de Páscoa

Quadro de Páscoa

Resolvemos fazer nossa comemoração na parte da tarde, com um lanche para alguns convidados, mas à medida que o tempo passava ela foi ficando mais intimista. Isso porque muitas pessoas costumam passar a data em família. Como seriam poucas as pessoas presentes, resolvi concentrar toda a comida (doce e salgada) na mesa de jantar (que é bem grande) e usar o buffet, que normalmente uso para os doces, para expor alguns objetos pascalinos colecionados ao longo dos anos. Os mais recentes são dois ovos decorados que Marco trouxe da Romênia há dois anos, uma tradição também por lá. Um deles é pintado e o outro é decorado com pequenas contas.

Mesa de Páscoa

Mesa de Páscoa

Ovos romenos: casquinhas decoradas com tinta e contas

Ovos romenos: casquinhas decoradas com tinta e contas

Na mesa procurei distribuir os salgados de um lado e os doces de outro. Como eram poucas pessoas e um lanche, não almoço, concentrei as opções salgadas em uma quiche de alho poró, uma das especialidades da minha mãe que sempre costuma acabar rapidinho, e enroladinhos de salsicha feitos com massa folhada. Como terceira opção fiz um pão de cenoura que, apesar de levar açúcar e mel na massa, ficou com um sabor neutro, nem doce, nem salgado.

Os salgados

Os salgados

Eu simplesmente adoro fazer pães, e experimentar receitas novas. Então, quando vi circulando na internet a foto de pãezinhos em forma de coelhos e a receita para fazê-los no saber de cenoura, não tive dúvidas: eles estariam na mesa de Páscoa aqui de casa. Com o tempo corrido, não tive tempo de fazer a receita antecipadamente para ver o resultado e depois repeti-la para o domingo de Páscoa. Fiz uma única vez, na véspera. O resultado? Um pão delicioso, mas sem ter um sabor muito forte da cenoura, e que rende muuuuuito. Era massa que não acabava mais. Já quanto à forma, acredito que no próximo ano eles saiam mais parecidos com coelhos…rs… A brincadeira aqui em casa foi descobrir novos bichinhos com os quais os pães podiam ser identificados. E, como era muita massa, resolvi não fazê-los todos em tamanho pequeno, o que demandaria um tempo enorme moldando-os e assando. Assim, criei um coelhão para acompanhar os coelhinhos, e poupar tempo.

Pão de cenoura em formato de coelhos

Pão de cenoura em formato de coelhos

Já no quesito doce, além das casquinhas pintadas e recheadas com o amendoim açucarado, fiz uma gelatina mosaico, reproduzindo as cores do kit, que coloquei em copinhos, além da gelatina de abacaxi com coco da minha mãe. Assim como no Natal, não pode haver Páscoa aqui em casa sem biscoitinhos enfeitados. Esse ano fiz os biscoitos em formato de coelhinhos, ovinhos e passarinhos.

Os doces

Os doces

Gelatina mosaico

Gelatina mosaico

Biscoitos de Páscoa

Biscoitos de Páscoa

Para o bolo, que também não pode faltar, resolvi testar uma decoração que tem sido muito usada, adaptando-a ao tema da comemoração. Fiz um bolo kit kat, aquele que usa o chocolate de mesmo nome para circundá-lo e confeitos coloridos na parte de cima. Para finalizar, uma fita ao redor terminando com um grande laço frontal. Fiz algumas modificações: em vez de circundar o bolo totalmente com o chocolate, na parte da frente coloquei um chocolate em formato de coelhinho; na parte de cima cobri com coco ralado tingido de verde e, sobre ele, em vez dos confeitos coloridos coloquei ovinhos de chocolate colorido pequeninhos. Com isso, tive de abrir mão da fita, pois o espaço onde iria o laço já estava ocupado pelo coelho. Como era muito chocolate junto (recheio e cobertura), enfeitei a base do bolo com algumas frutinhas physalis que, como são azedinhas, deram uma equilibrada em tanta doçura. Além de que, visualmente, com suas folhas em formato de cálice, deram um toque a mais à decoração.

Bolo de Páscoa

Bolo de Páscoa

E não posso deixar de falar da toalha da mesa. Desde que me entendo por gente, em toda Páscoa a mesa é coberta por uma toalha de linho da minha mãe bordada lá em Santa Catarina, quando eu nem era nascida. Essa toalha era uma das coisas que mais me encantava quando pequena, pois seus bordados são extremamente coloridos e lúdicos, com coelhos, cestas de chocolate, ovos, pintinhos saindo da casca, flores, árvores e todo tipo de elementos que remetem à tradição da data. Não tive dúvidas e lancei mão da toalha para cobrir a mesa, que combinou perfeitamente com as cores e padronagens das outras peças. A própria toalha já era um elemento decorativo por si só.

Detalhe da toalha

Detalhe da toalha

E que venha a próxima Páscoa!

Nicholas na mesa de Páscoa

Nicholas na mesa de Páscoa

Árvore de Páscoa

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Além das casquinhas de ovos pintadas (mostradas nesse post), outra tradição dessa época do ano vinda da Alemanha é a Osterbaum, ou Árvore de Páscoa. Por aqui ela ainda não é tão popular quanto a Árvore de Natal, mas já começam a surgir um ou outro modelo.

Resolvi montar a árvore aqui de casa com algo diferente, e logo me lembre dessa imagem inspiradora que achei na internet:

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Resolvi, então, adaptar essas “pomander balls” para “pomander eggs”. Era só questão de substituir as bolas de isopor por ovos de isopor. A grande dificuldade foi encontrar os alfinetes com cabeça perolada para o miolo das flores. Até encontrei, mas o conjunto vinha com várias cores, e para conseguir a quantidade desejada na cor desejada, teria que comprar muitos kits. Resolvi improvisar e vocês vão ver mais abaixo como ficou.

Para quem quiser fazer, segue o tutorial:

Material separado para os "pomander eggs"

Material separado para os “pomander eggs”

Material:
– ovos de isopor
– papel à sua escolha (eu usei os papéis coordenados do kit de Páscoa da Katia Bonfa, com o qual estou fazendo toda a decoração)
– cortador em formato de flor
– fitas
– alfinetes
– tinta dimensional brilhante relevo 3D na cor branca

Eu cortei as flores usando um cortador de tamanho 26 mm e prendi-as com alfinete de duas em duas no ovo de isopor. Dessa forma, a de baixo cobre o ovo e a de cima dá para levantar as pétalas e criar um efeito dimensional. Comecei com a flor do alto, presa juntamente com a fita por baixo, que vai servir para pendurar o ovo na árvore.

A primeira flor é presa com a fita por baixo

A primeira flor é presa com a fita por baixo

Em seguida, segui prendendo as flores em fileiras, e depois fui preenchendo os espaços em branco. À medida que colocava as flores já ia levantando as pétalas das de cima para que não ficassem presas às demais.

As flores em fileiras

As flores em fileiras

Quando o ovo estava todo preenchido com as flores, finalizei o miolo de cada uma. Na falta do alfinete perolado, coloquei um pingo da tinta dimensional 3D branca sobre a cabecinha do alfinete prateado. A própria embalagem da tinta já favorece o uso. E por ser 3D, o miolo fica em alto relevo.

Pingos de tinta branca sobre os alfinetes

Pingos de tinta branca sobre os alfinetes

Depois, é só deixar secar. Para evitar de borrar, aproveitei as fitas e amarrei os ovos num varal de roupa. Depois de secos, é só pendurá-los na sua árvore!

Pomander egg finalizado

Pomander egg finalizado

BOA PÁSCOA!

Ovos coloridos de Páscoa

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Uma das tradições de Páscoa da minha infância, em Santa Catarina, era o ritual de pintura dos ovos de Páscoa. Durante meses eram guardadas casquinhas de ovos vazias para que fossem pintadas e recheadas de amendoim açucarado. É uma tradição que veio da minha avó materna, filha de alemães, e envolvia a família toda. Páscoa sem casquinhas coloridas com amendoim não era Páscoa.

Depois que me mudei para o Rio fiz questão de manter o ritual, mesmo com a família menor: éramos apenas meu pai, minha mãe e eu. Tão logo comecei a namorar o Marco, ele entrou logo na brincadeira e deu suas pinceladas. Depois que o Nicholas nasceu intensifiquei a comemoração, revivendo com ele outras tradições de quando eu era criança, como o ninho de palha feito na véspera da Páscoa para que o coelhinho deixasse os ovos e outras guloseimas. Lembro bem de acordar cedo no domingo e correr para ver o que havia para mim no ninho. Com o Nick incrementamos o ritual deixando uma cenoura no ninho para o coelho, que no dia seguinte amanhece quase toda comida.

Esse ano, por conta de sua idade (quase 5 anos), Nicholas está aproveitando muito mais os preparativos. Ele acompanha tudo e quer ajudar com tudo. E um dos pontos altos foi justamente a pintura dos ovos. Todo dia ele perguntava se tinha mais para pintar.

Nicholas e sua produção de ovos pintados

Nicholas e sua produção de ovos pintados

E para quem quiser preparar alguns para a Páscoa, aí vai um tutorial. Existem inúmeras técnicas para tingir casquinhas, desde corantes alimentícios (caso você vá usar os ovos cozidos para depois comê-los) até o uso de cera de abelha para conseguir efeitos mais elaborados. Vou mostrar aqui duas técnicas que costumamos fazer aqui em casa.

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Mas antes de pintá-los é preciso prepará-los. Para esvaziar as casquinhas, há duas maneiras de fazer. Se quiser manter os ovos vazios, com uma agulha ou prego fino faça dois furos pequenos, um em cada extremidade, e introduza um clipe aberto para furar a gema. Em seguida, sopre por um dos orifícios para que clara e gema saiam pelo outro lado. Se for enchê-los, como costumamos fazer com o amendoim açucarado, basta um furo na extremidade mais larga, e é preciso alargá-lo para que o confeito passe por ele. Nesse caso, remova totalmente a pele que fica dentro e deixe a casca de molho numa mistura de água e vinagre por aproximadamente uma hora, tomando o cuidado de que a mistura atinja o interior da casca. Depois disso, deixe secar com o furo para baixo. Eu costumo encaixá-las em palitos de churrasco para que a água escorra completamente. O ideal é que fique secando pelo menos de um dia para o outro.

A primeira técnica que vou mostrar é para fazer ovos mesclados. Como sempre faço casquinhas para encher, o furo é bem largo e dá para fazer sem problema. Nunca tentei fazer com o orifício pequeno. Você vai precisar de uma vasilha com água, palitos de churrasco espetados sobre alguma superfície (eu uso isopor) e alguma tinta com base de óleo, para que ela não se misture com a água, além de thiner ou outro solvente para limpar a sujeira depois. Eu usei tinta esmalte vitral, mas como teria de usar o solvente depois, não fiz junto com o Nicholas. O ideal é que você tenha luvas plásticas, ou daquelas médicas vendidas na farmácia.

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Pingue algumas gotas de tinta na vasilha com água. O legal é misturar mais do que uma, mas não coloque muitas, senão com a mistura vai ficar tudo muito escuro. Em seguida, segure a casquinha com o dedo dentro do orifício e mergulhe na tinta dentro da vasilha, rapidamente, para que a tinta grude na casca. Em seguida, coloque-a sobre palitos de churrasco previamente preparados e deixe-as secar. É bom não exagerar na tinta, apenas uma camada fina, pois ela ainda vai escorrer.

Ovo mesclado feito com a técnica da tinta esmalte na vasilha com água

Ovo mesclado feito com a técnica da tinta esmalte na vasilha com água

A outra técnica é com tinta acrílica, e foi essa que usei junto com o Nicholas, por ela ser à base de água e não precisar usar solvente para limpar. Além de não ter cheiro. Para essa, além da tinta e dos palitos de churrasco, você vai precisar de pincel. Então é só colocar mãos à obra. Faça uma base de alguma cor e depois liberte sua criatividade para fazer enfeitar como quiser. Mas antes de enfeitar o ovo é preciso deixar secar a camada de base. Recomenda-se secar por pelo menos 24 horas, mas aqui no Rio, nessa época, em 12 horas já estava completamente seca.

Nicholas pintando ovo com tinta acrílica

Nicholas pintando ovo com tinta acrílica

Nicholas entretido na brincadeira

Nicholas entretido na brincadeira

Se você não tem muito jeito com pintura, há alguns recursos para enfeitar a sua casquinha depois de pintar a base. Uma ideia simples é usar o pinta-bolinhas, que você compra em papelarias ou lojas de artesanato. Com bolinhas você pode fazer diversos desenhos diferentes, basta usar sua imaginação. Outra opção, que também ajuda quem está com pouco tempo, é usar algum decalque e colá-lo sobre a base colorida. Esse ano estou fazendo a decoração de Páscoa com o fofo kit de Páscoa da Katia Bonfadini. Assim, para manter a harmonia com as outras peças, resolvi imprimir em papel glossy adesivo uma das peças do kit que tem o desenho do coelhinho-tema. Recortei o coelhinho e colei sobre as casquinhas. Desenhos menores funcionam melhor por conta da superfície arredondada do ovo. Nesse caso, fui colando e ajeitando o adesivo com os dedos, para que não ficasse enrugado, tomando o cuidado de não fazer muita pressão para não quebrar a casca. Como o papel glossy não é muito fino, ele fica com as pontinhas um pouco arrebitadas. Para evitar que o adesivo descolasse, usei um pincel macio para passar uma fina camada de cola branca sobre o coelhinho, passando um pouco das bordas e atingindo o ovo. Passei a cola delicadamente, com cuidado para não rasgar o papel. Quando a cola seca fica transparente e, além de a figura estar mais colada à casca, também adquire um leve brilho.

Dá para misturar várias técnicas, como usar o pinta-bolinhas e o adesivo, como fiz com a casquinha laranja, na foto.

Casquinhas prontas aguardando serem recheadas

Casquinhas decoradas com adesivo aguardando serem recheadas

Agora é só fazer o amendoim açucarado e rechear as casquinhas. E você, que tal reunir a família e descobrir seu próprio jeito de enfeitar ovos de Páscoa? É diversão garantida na hora de fazer e alegria na hora da festa.

[Resenha] Pauliceia de mil dentes

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Saiu nesse sábado, no suplemento literário do jornal O Globo, a resenha crítica que fiz sobre o livro Pauliceia de mil dentes, de Maria José Silveira. O romance, o sexto da autora, tem como personagem principal a cidade de São Paulo que, numa espécie de “caleidoscópio urbano, com suas migrações internas e externas, [que] vai sendo desfiado ao longo da obra e nem mesmo alguns estereótipos, como a jovem sansei ou a nordestina que não se encaixa na metrópole e retornam para suas cidades escapam da escrita caudalosa de Maria José”.

Quer saber mais sobre o livro? Clique sobre a imagem para ler a resenha completa.

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Pauliceia de mil dentes
Maria José Silveira
Romance
Editora Prumo
334 pp
R$38,90

[Receitas] Festival de frutas vermelhas – Parte 2

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Eis a segunda parte do meu festival particular de frutas vermelhas. São mais três receitas que me instigaram a experimentar variações de amoras, framboesas, blueberries, groselhas, cerejas… A escolha foi difícil, pois encontrei tantas opções tentadoras que já estão arquivadas para a próxima temporada das berries. Quem quiser ver as deliciosas receitas que fizeram parte da primeira parte desse festival, é só clicar aqui.

Cuca de Farofa com Frutas Vermelhas

Cuca de Farofa com Frutas Vermelhas

A primeira receita foi trazida da minha infância. Descendentes de alemães e italianos, cresci comendo as cucas que minha mãe fazia em Santa Catarina. A cuca de farofa alemã, ao contrário da versão italiana que lembra mais um pão, é uma espécie de bolo feito em tabuleiro retangular com cobertura de frutas e farofa doce por cima. O nome original é Streuselkuchen, que literalmente significa bolo de flocos: kuchen significa bolo e streusel, flocos (numa referência à farofa granulada, feita de manteiga, farinha e açúcar). Já comi cuca com diversas frutas, mas nunca havia visto nenhuma feita com frutas vermelhas. Então resolvi resgatar a receita original da minha mãe e experimentá-la com amoras, framboesas, mirtilos (blueberries) e cerejas.

Cuca pronta para ir ao forno

Cuca pronta para ir ao forno

Clique sobre a imagem para ampliar a receita

Clique sobre a imagem para ampliar a receita

Quer um pedaço?

Quer um pedaço?

A receita seguinte eu já vinha namorando há algum tempo, mas sempre havia outra que tomava a dianteira, e essa acabava ficando na lista de espera. Todas as receitas de cupcakes de mirtilo que eu via, a fruta era acrescida crua e apenas envolvida na massa, não batida. O que me chamou a atenção nessa é que o mirtilo é assado antes de ser batido na massa, o que faz com que o sabor se espalhe por igual.

Cupcake de mirtilo e amora com cobertura de cream cheese de framboesa

Cupcake de mirtilo e amora com cobertura de cream cheese de framboesa

A receita do cupcake de mirtilo eu tirei daqui, mas troquei a cobertura de buttercream que ela sugeria por uma cobertura de cream cheese, na qual adicionei as framboesas. Também fiz uma pequena modificação na receita do cupcake para aproveitar o que tinha na geladeira: em vez de usar a quantidade inteira de mirtilos, coloquei apenas metade, completando com amoras. Acho que isso ajudou a dar uma coloração bastante arroxeada à massa.

Vejam que linda a cor da massa crua

Vejam que linda a cor da massa crua

Abaixo, eu mantive a receita do cupcake original, apenas com os mirtilos, sem as amoras. Mas dá para substituir sem problemas por outras berries também. Mas a cobertura, que está na segunda imagem, é a que eu usei, de cream cheese,

Clique na imagem para ampliar a receita

Clique na imagem para ampliar a receita

Clique na imagem para ampliar a receita

Clique na imagem para ampliar a receita

Deem uma olhada na textura do cupcake. Por dentro é molhadinha, com os pedacinhos da amora estourando na boca, e por fora formou uma casquinha deliciosa.

Delícia!

Delícia!

A terceira e última receita eu tirei daqui. Havia uma fruta vermelha com a qual eu ainda não tinha feito nada: cranberry. O problema é que, por mais que eu procurasse, não encontrava-a in natura de jeito nenhum, apenas seca (assemelha-se muito a uma uva passa). Acabei comprando uma caixinha assim mesmo e fui procurar uma receita que me estimulasse. Como estava trabalhando com a fruta seca, queria algo que me parecesse resultador “molhadinho”, e esse bolo de cranberries com iogurte grego me pareceu perfeito. O iogurte dá uma certa cremosidade, e ainda por cima é iogurte grego, meu mais novo queridinho aqui da geladeira.

Bolo de cranberries com iogurte grego

Bolo de cranberries com iogurte grego

Fiz algumas adaptações na receita, que está abaixo: eram 100g de cranberries e 50g de nozes. Como eu estava sem nozes em casa, coloquei 150g de cranberries. Outra coisa é que ia uma parte de farinha de trigo tradicional e uma parte menor de farinha de trigo com fermento. Coloquei apenas a farinha de trigo tradicional e acresceitei o fermento em pó, e cresceu muito bem. Quem quiser ver a receita original em inglês, está aqui.

Clique na imagem para ampliar a receita

Clique na imagem para ampliar a receita

O bolo ficou muito fofo, acredito que o iogurte grego tenha uma grande parcela de participação nisso. Ele se desmancha, às vezes até antes de chegar à boca. O cranberry tem um sabor doce-azedinho, mas na fruta seca a parte azeda é bem suave. Resultado final: aprovadíssimo! Ah, e pra quem não sabe, o nome em português da frutinha é oxicoco, mas é muito raro vê-la sendo chamada dessa maneira por aí, seja nos mercados ou nos blogs de culinária.

Perfeito para o chá da tarde

Perfeito para o chá da tarde

Com essas três receitas encerro o Festival de Frutas Vermelhas desse ano (pelo menos, é o que eu acho). E que venha a próxima temporada!

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[Viagem] Santa (e bela) Catarina – Parte 1 + Sorteio O DONO DA LUA

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Há alguns anos não voltava à minha terrinha, a bela Santa Catarina. Nicholas nunca havia ido, então pouquíssimos da minha família o conheciam – apenas os que já haviam vindo para o Rio depois que ele nasceu. E o maridão, que só havia ido para lá no verão, queria mesmo era experimentar o “frio catarina”. E, até então, não havíamos nos aventurado em uma viagem de avião com o pequeno. Somando todos esses fatores, decidimos fazer um pequeno roteiro pelo estado durante o inverno passado. A viagem de avião foi mais tranquila do que poderia imaginar. Sempre adiei esse momento pois ficava receosa de como ele reagiria a um lugar onde não havia por onde sair, nem muita coisa para fazer a não ser o que pode ser feito sentado em uma poltrona. Pois ele se comportou maravilhosamente bem, aproveitando a nova experiência e curtindo a viagem. Aliás, durante toda a viagem ele foi um companheiro exemplar, sem reclamar de nada e, quando o cansaço batia, se aconchegava no meu colo e dormia.

Primeira vez do Nick em um avião

Primeira vez do Nick em um avião

Ao desembarcarmos em Florianópolis, fizemos uma pausa estratégica para o almoço antes de seguirmos viagem de carro. Fomos almoçar com meu padrinho e família em um simpático restaurante da Trindade, Frango & Fritas. Comida honesta e caseira, gostosa, sem grandes invenções. Mas o charme do restaurante são os objetos antigos que o dono coleciona e estão expostos pelos vários ambientes. Uma verdadeira viagem no túnel do tempo.

Marco e uma antiga caixa registradora

Marco e uma antiga caixa registradora

Nick tendo seu primeiro contato com um telefone de disco

Nick tendo seu primeiro contato com um telefone de disco

Dali, seguimos viagem para minha cidade-natal, Rio do Sul. Eram tantos parentes e amigos para visitar – e em cada casa um lanchinho, almoço ou jantar à nossa espera -, que acabávamos emendando uma refeição na outra. Formada por descendentes de alemães e italianos, tudo sempre acontece ao redor de uma mesa.

Fomos levados pelos meus tios a um restaurante que fica em um município vizinho, Laurentino, chamado Recanto da Família Sombra. Como manda a boa tradição italiana da região, a comida é farta. O restaurante é rústico, dentro de um imenso galpão, e tem menu único. Você paga um preço fixo por pessoa e come o quanto pode (e o que não pode também). O astro do cardápio é o peixe, e ele vem à mesa frito e assado. O resto é acompanhamento: salada, polenta frita, polenta com queijo no forno, batata frita, aipim, pão caseiro, caldo de peixe e outros petiscos que não me recordo.

Nick observando o peixe ainda cru

Nick observando o peixe ainda cru

Próxima parada: Balneário Camboriú! Lá ficamos no Hotel D’Sintra, na Avenida Atlântica, de cara para a praia, que o tempo impediu que aproveitássemos. Nem mesmo na piscina nos aventuramos, ficamos só curtindo o visual. E aproveitando as outras opções da cidade.

Piscina do hotel com praia de Balneário do fundo

Piscina do hotel com a Praia Central de Balneário do fundo

Além do alto padrão de qualidade do hotel, outra vantagem é que anexo fica uma das filiais do restaurante Sapore Speciali (em Balneário são mais duas filiais e a matriz, uma filial em Itajaí, uma em Joinville e duas em Blumenau), indicado pelo Guia Quatro Rodas e pela Veja como um dos melhores restaurantes do litoral catarinense. Além do cardápio fixo de comida contemporânea (massas, frutos do mar, carnes e petiscos), esporadicamente há festivais temáticos, como o de comida oriental e o de filé mignon. Além disso, durante nossa estada, havia um buffet de sopas, à noite. Foi uma ótima pedida para aqueles dias frios.

Um passeio que merece ser feito em Balneário é o do Parque Unipraias. O teleférico sai da Estação Barra Sul (na praia de mesmo nome) e segue até a Estação Laranjeiras (também na praia de mesmo nome). O sistema lá é diferente do Bondinho do Pão de Açúcar, aqui no Rio. Em vez de bondinhos onde cabem muitas pessoas e o trajeto é feito de pé, lá os bondinhos são para até seis pessoas sentadas, três voltadas para frente e três de costas. Dá para curtir muito mais o visual, sem contar que é mais confortável fazer a viagem sentados, sem precisar disputar espaço com os outros para poder ver a paisagem. A princípio, Nicholas ficou um pouco assustado, mas depois adorou o passeio, maravilhado com o que via. E fazia a maior festa quando cruzávamos com os outros bondinhos.

A estação de embarque com os bondinhos individuais

A estação de embarque com os bondinhos individuais

Bondinho prestes a cruzar com o nosso, e a estação abaixo

Bondinho prestes a cruzar com o nosso, e a estação abaixo

Curtindo o passeio

Curtindo o passeio

No meio do percurso há uma parada na Estação Mata Atlântica, onde é possível visitar o parque ambiental com 500m de passarelas em meio à mata, sinalizadas por placas indicativas sobre a fauna e a flora nativa. Dois mirantes ao longo do caminho permitem admirar a vista da Praia Central e da Praia de Laranjeiras.

Nick depois de enfrentar a escadaria do parque

Nick depois de enfrentar a escadaria do parque

Um dos mirantes da Estação Atlântica

Um dos mirantes da Estação Atlântica

Nessa estação também há atividades como arvorismo e o Youhooo!, um treno de montanha que percorre uma área de 710 metros de descidas e curvas em meio ao visual da mata atlântica e da praia Central. O trenó pode chegar a 60 Km/h, mas eu não ousei experimentar a sensação.

Além disso, dentro do parque ambiental há um Oratório, que guarda a estátua de bronze de Santo Antônio da Aguada, abençoada em 1999, durante missa solene na Basílica de Santo Antônio de Padova (Itália). Ao lado da estátua, um sistema eletrônico que permite acender uma vela para o santo: basta colocar uma moeda que uma lâmpada se acende.

A estátua de Santo Antônio da Aguada

A estátua de Santo Antônio da Aguada

O oratório eletrônico

O oratório eletrônico

Na Praia de Laranjeiras

Na Praia de Laranjeiras

Deixo vocês com o lindo Balneário Camboriú visto do alto que, segundo o marido, parece Dubai visto assim. Na segunda parte contarei como foi nosso divertido dia no Beto Carreiro World.

Vista de Balneário Camboriú a partir do teleférico do Parque Unipraias

Vista de Balneário Camboriú a partir do teleférico do Parque Unipraias

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E agora que a folia do carnaval terminou, que tal mergulhar na leitura? O blog Casos e Coisas da Bonfa está promovendo um sorteio do meu livro, O DONO DA LUA. É a sua oportunidade de conhecer a história de Nick e sua aventura em busca da Lua que sumiu do céu. Corre lá: é só deixar um comentário no post para estar concorrendo. Você tem até o dia 22 de fevereiro para participar.

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