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O Rio Grande do Sul apresenta uma produção literária tão abundante que a região é quase um mercado editorial à parte dentro do Brasil, já que seus leitores movimentam e valorizam os autores da região. Lourenço Cazarré é um bom exemplo. Nascido em Pelotas, é dono de uma extensa produção: mais de 40 obras, entre novelas juvenis, livros de contos e romances.

Tendo recebido mais de vinte prêmios literários, foi o vencedor do Prêmio Jabuti de 1998 com o seu juvenil Nadando contra a morte. Além disso, na década de 1980, venceu por duas vezes a Bienal Nestlé, uma vez na categoria romance e a outra na categoria contos.

Dono de um estilo único, Cazarré é daqueles autores com quem a gente sempre se surpreende. Cada livro é diferente do anterior, e parece que isso é justamente o que ele mais gosta: subverter expectativas. Já havia resenhado um livro dele para o Prosa&Verso do Globo, A misteriosa morte de Miguela de Alcazar, sobre o qual escrevi que o autor “cria um ambiente nonsense no qual parece divertir-se tanto quanto seus leitores (…) A grande pretensão da obra – de ser uma obra despretensiosa – é alcançada porque o próprio autor parece não levar nada daquilo a sério.”

Pois acabei de receber do autor seu novo livro, Exercícios espirituais para insônia e incerteza, uma coletânea de contos que faz parte da Coleção Originais – uma iniciativa do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul para incentivar e reconhecer a qualidade dos autores do estado, revelando talentos e consolidando outros já conhecidos. Já sei que vou me divertir muito…

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