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Nick “lendo” Romeu e Julieta

Qual a melhor idade para iniciar um leitor nos grandes clássicos? Que tal quatro anos? Essa é a idade do Nick e essa semana ele teve contato com três grandes obras – claro, devidamente adaptados para sua idade.

A Coleção Pequenos Leitores, da Nova Fronteira, é um primor de beleza e criatividade. A ideia é transformar clássicos da literatura em livros instigantes e inteligentes para os pimpolhos. O resultado é encantador – e não apenas para eles.

São três livros finos (24 páginas cada) acondicionados em uma caixa de papelão. As ilustrações, no traço de Alison Oliver, são simplesmente adoráveis em sua simplicidade e beleza. Os textos que adaptam as histórias originais são, no mínimo surpreendentes. Para alguém como eu que adora criar histórias ricas em detalhes, o estilo minimalista de Jennifer Adams é um sopro de criatividade. Com pouquíssimas palavras ela consegue recriar histórias já conhecidas e, ao mesmo tempo, revelar olhares inusitados sobre personagens, cenários e situações.

Nick “lendo” Orgulho e Preconceito

Os títulos são O pequeno Shakespeare: Romeu e Julieta, O pequeno Lewis Carroll: Alice no país das maravilhas e A pequena Jane Austen: Orgulho e Preconceito. Os dois que mais atraíram o interesse de Nick foram Romeu e Julieta e Orgulho e Preconceito – apesar de ele já conhecer e gostar da história de Alice. Isso porque Jennifer conta as duas histórias a partir de uma abordagem numérica crescente, de acordo com o desenvolvimento da narrativa – e Nick simplesmente adora tudo que se relaciona a números. A cada página um número é relacionado a uma situação da história. Então, por exemplo, em Orgulho e Preconceito são: 1 cidadezinha inglesa, 2 ricos cavalheiros, 3 mansões, 4 pedidos de casamento, 5 irmãs…. Em Romeu e Julieta são: 1 varanda, 2 namorados, 3 pessoas juntas, 4 rosas, 5 amigos, e assim por diante. Ele não cansou de contar (nos dois sentidos) as histórias.

Nick “lendo” Alice no país das maravilhas

Já em Alice, o fio condutor da história são as cores, e é por meio delas que os personagens e cenários vão sendo apresentados – e aí foi a minha vez de maravilhar-me com os achados da autora: coelho branco, sapatinhos pretos (nunca havia pensado em Alice sob esse prisma), garrafa roxa, gato laranja, lagarta azul, e por aí vai. Como Nick já conhecia a história, ele foi fazendo associações com as ilustrações e o que se lembrava.

Essa é mais uma prova de que a criação literária é inesgotável, mesmo quando pensamos que todas as versões de uma obra já haviam sido exploradas. Assim como inesgotável também é o prazer que os livros nos proporcionam – e sempre de uma nova e surpreendente maneira.

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