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Eis a segunda parte do meu festival particular de frutas vermelhas. São mais três receitas que me instigaram a experimentar variações de amoras, framboesas, blueberries, groselhas, cerejas… A escolha foi difícil, pois encontrei tantas opções tentadoras que já estão arquivadas para a próxima temporada das berries. Quem quiser ver as deliciosas receitas que fizeram parte da primeira parte desse festival, é só clicar aqui.

Cuca de Farofa com Frutas Vermelhas

Cuca de Farofa com Frutas Vermelhas

A primeira receita foi trazida da minha infância. Descendentes de alemães e italianos, cresci comendo as cucas que minha mãe fazia em Santa Catarina. A cuca de farofa alemã, ao contrário da versão italiana que lembra mais um pão, é uma espécie de bolo feito em tabuleiro retangular com cobertura de frutas e farofa doce por cima. O nome original é Streuselkuchen, que literalmente significa bolo de flocos: kuchen significa bolo e streusel, flocos (numa referência à farofa granulada, feita de manteiga, farinha e açúcar). Já comi cuca com diversas frutas, mas nunca havia visto nenhuma feita com frutas vermelhas. Então resolvi resgatar a receita original da minha mãe e experimentá-la com amoras, framboesas, mirtilos (blueberries) e cerejas.

Cuca pronta para ir ao forno

Cuca pronta para ir ao forno

Clique sobre a imagem para ampliar a receita

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Quer um pedaço?

Quer um pedaço?

A receita seguinte eu já vinha namorando há algum tempo, mas sempre havia outra que tomava a dianteira, e essa acabava ficando na lista de espera. Todas as receitas de cupcakes de mirtilo que eu via, a fruta era acrescida crua e apenas envolvida na massa, não batida. O que me chamou a atenção nessa é que o mirtilo é assado antes de ser batido na massa, o que faz com que o sabor se espalhe por igual.

Cupcake de mirtilo e amora com cobertura de cream cheese de framboesa

Cupcake de mirtilo e amora com cobertura de cream cheese de framboesa

A receita do cupcake de mirtilo eu tirei daqui, mas troquei a cobertura de buttercream que ela sugeria por uma cobertura de cream cheese, na qual adicionei as framboesas. Também fiz uma pequena modificação na receita do cupcake para aproveitar o que tinha na geladeira: em vez de usar a quantidade inteira de mirtilos, coloquei apenas metade, completando com amoras. Acho que isso ajudou a dar uma coloração bastante arroxeada à massa.

Vejam que linda a cor da massa crua

Vejam que linda a cor da massa crua

Abaixo, eu mantive a receita do cupcake original, apenas com os mirtilos, sem as amoras. Mas dá para substituir sem problemas por outras berries também. Mas a cobertura, que está na segunda imagem, é a que eu usei, de cream cheese,

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Deem uma olhada na textura do cupcake. Por dentro é molhadinha, com os pedacinhos da amora estourando na boca, e por fora formou uma casquinha deliciosa.

Delícia!

Delícia!

A terceira e última receita eu tirei daqui. Havia uma fruta vermelha com a qual eu ainda não tinha feito nada: cranberry. O problema é que, por mais que eu procurasse, não encontrava-a in natura de jeito nenhum, apenas seca (assemelha-se muito a uma uva passa). Acabei comprando uma caixinha assim mesmo e fui procurar uma receita que me estimulasse. Como estava trabalhando com a fruta seca, queria algo que me parecesse resultador “molhadinho”, e esse bolo de cranberries com iogurte grego me pareceu perfeito. O iogurte dá uma certa cremosidade, e ainda por cima é iogurte grego, meu mais novo queridinho aqui da geladeira.

Bolo de cranberries com iogurte grego

Bolo de cranberries com iogurte grego

Fiz algumas adaptações na receita, que está abaixo: eram 100g de cranberries e 50g de nozes. Como eu estava sem nozes em casa, coloquei 150g de cranberries. Outra coisa é que ia uma parte de farinha de trigo tradicional e uma parte menor de farinha de trigo com fermento. Coloquei apenas a farinha de trigo tradicional e acresceitei o fermento em pó, e cresceu muito bem. Quem quiser ver a receita original em inglês, está aqui.

Clique na imagem para ampliar a receita

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O bolo ficou muito fofo, acredito que o iogurte grego tenha uma grande parcela de participação nisso. Ele se desmancha, às vezes até antes de chegar à boca. O cranberry tem um sabor doce-azedinho, mas na fruta seca a parte azeda é bem suave. Resultado final: aprovadíssimo! Ah, e pra quem não sabe, o nome em português da frutinha é oxicoco, mas é muito raro vê-la sendo chamada dessa maneira por aí, seja nos mercados ou nos blogs de culinária.

Perfeito para o chá da tarde

Perfeito para o chá da tarde

Com essas três receitas encerro o Festival de Frutas Vermelhas desse ano (pelo menos, é o que eu acho). E que venha a próxima temporada!

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Não se esqueçam que o blog Casos e Coisas da Bonfa está promovendo um sorteio do meu livro, O DONO DA LUA. É a sua oportunidade de conhecer a história de Nick e sua aventura em busca da Lua que sumiu do céu. Corre lá: é só deixar um comentário no post para estar concorrendo. Corre lá porque o prazo está acabando, vai só até essa sexta-feira, dia 22.

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